Lucro recorde na CEF: R$ 12,5 bi, 202,6% maior que 2016

28 de março de 2018

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A Caixa Econômica Federal anunciou lucro líquido recorde em 2017, de R$ 12,5 bilhões, 202,6% superior ao registrado em 2016. O lucro líquido recorrente totalizou R$ 8,6 bilhões, alta de 106,9% em 12 meses, e também superou o melhor resultado já alcançado, disse o banco. O retorno sobre o patrimônio líquido recorrente foi de 12,9%, crescimento de 6,3 pontos porcentuais em 12 meses.

Os ativos administrados subiram 1,9% em doze meses, para R$ 2,176 trilhões no quarto trimestre do ano passado, mas caíram 0,9% frente ao terceiro trimestre. Os ativos totais somaram R$ 1,260 trilhão ao final do quarto trimestre, representando alta de 0,4% em 12 meses.

O patrimônio líquido do banco cresceu 12,2% no quarto trimestre em comparação ao mesmo intervalo de 2016, para R$ 71,38 bilhões.

O índice de inadimplência encerrou o ano com redução de 0,6 ponto porcentual em 12 meses, alcançando 2,25%, “significativamente abaixo da média de mercado, de 3,25%, influenciado pela estratégia de melhoria da gestão de riscos”, comenta o banco.

As receitas com prestação de serviços cresceram 11,5% em 2017, totalizando R$ 25,0 bilhões. Os principais destaques foram as receitas de conta corrente, administração de fundos de investimento e convênios e cobrança que cresceram, respectivamente, 31,0%, 21,7% e 7,4% em 12 meses, de acordo com o banco.
A Caixa informou que para cumprir os requerimentos mínimos de capital, conforme exigências do Acordo de Basileia III, tem implementado medidas para reforço da sua estrutura de capital, como a redução de despesas, ajuste dos processos de alocação de capital, utilização da métrica do Retorno Ajustado ao Risco no Capital (RAROC) para gestão da carteira de crédito, disseminação da cultura de risco, entre outras.

O outro lado

As taxas e tarifas cobradas pela Caixa sempre foram bem menores do que as dos demais bancos, porém no último período aumentaram e em alguns casos chegam a superar as tarifas cobradas pela concorrência. As receitas obtidas por meio da prestação de serviços e com tarifas bancárias cresceram 11,5%, totalizando R$ 25 bilhões. As despesas de pessoal, considerando-se a PLR, apresentaram alta de 7,4%, atingindo R$ 23,9 bilhões. Com isso, a cobertura das despesas de pessoal pelas receitas secundárias do banco foi de 104,9%, em 2017.

As despesas com pessoal atingiram esse montante devido ao PDVE, pois o banco precisou fazer o acerto e indenizar mais de 7% do quadro de pessoal, o que faz aumentar as despesas com os empregados. Segundo Everson Luis Gross, Diretor do Sindicato dos Bancários e Financiários de Novo Hamburgo e Região, a CEF vem diminuindo seu quadro de funcionários: “Nesse último período tivemos 7.324 postos de trabalho fechados em relação a dezembro de 2016, saldo esse que se deve a adesão de 7.023 empregados ao Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário. Foram fechadas 18 agências, 55 lotéricas e 1.737 correspondentes Caixa Aqui”, explica Everson.

“Todos nós sabemos como os funcionários da Caixa estão sobrecarregados de trabalho, tendo acúmulo de funções e tarefas, que causam graves transtornos psicológicos e físicos. Prova disso é o aumento do índice de bancários da CEF com transtornos emocionais. Isso não é justo com os trabalhadores e tampouco com os clientes”, afirma o diretor sindical.

Texto: Alex Glaser

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Revista 2ª Via

Edição nº 294
Agosto/2017
  • Conferência: em meio aos ataques aos trabalhadores, bancários definem pauta da Campanha Nacional 2017 (páginas 06 e 07)
  • Editorial: a CLT já foi… E a aposentadoria? (página 02)
  • Bradesco: adesão ao PDVE tem que ser voluntária (página 03)
  • Reforma trabalhista: quadro compara legislação e destaca perdas para os trabalhadores (páginas 08, 09, 10 e 11)
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