#75anos: Bancários de NH e Região recebem homenagem na Câmara de Vereadores

21 de outubro de 2016

Sessão solene para celebrar os 75 anos de fundação do Sindicato dos Bancários e Financiários de Novo Hamburgo e Região foi proposta pelo vereador Enio Brizola (PT).

Sindicato dos Bancários e Financiários completa 75 anos e recebe homenagem na Câmara

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Novo Hamburgo e Região foi homenageado pelos seus 75 anos de fundação em sessão solene realizada na noite desta quinta-feira, dia 20, no Plenário do Legislativo hamburguense. A iniciativa foi do vereador Enio Brizola (PT), por meio do Requerimento nº 1.428/2016.

Criada oficialmente em 24 de outubro de 1941, a entidade abrange, atualmente, 11 cidades – Novo Hamburgo (sede), Araricá, Campo Bom, Dois Irmãos, Estância Velha, Ivoti, Lindolfo Collor, Morro Reuter, Presidente Lucena, Santa Maria do Herval e Sapiranga. O vereador Enio Brizola usou a tribuna para ressaltar alguns fatos marcantes da trajetória e parabenizar a entidade.

O parlamentar lembrou moção de sua autoria, recentemente aprovada na Câmara, que manifesta repúdio à iniciativa do Ministério da Fazenda do Governo Federal sobre as mudanças no Banco do Brasil, que poderão demitir até 18 mil funcionários da instituição. Ele ressaltou que os tempos estão difíceis e que é preciso conscientizar os trabalhadores sobre a importância da CLT e trazê-los para a luta.

Quem recebeu a honraria foi o coordenador da Secretaria de formação, cultura, esporte e lazer, Andrades Diehl Filho. Ele agradeceu à Câmara pela homenagem e destacou a importância da “casa do povo”, que analisa e vota importantes projetos para a cidade. Diehl Filho lembrou que a categoria reúne mais de 450 mil bancários e bancárias em todo Brasil e ressaltou alguns dos trabalhos realizados, além de explicar a estrutura e infraestrutura da entidade. No final, citou nominalmente os associados mais antigos em atividade na base de Novo Hamburgo e Região, como forma de reconhecimento:

CARLOS JOSE FURLANETTO, do Banrisul – sócio desde 1979;

JOAO CARLOS ALVES, do Banrisul – sócio desde 1981;

IONE IVETE DALBOSCO, do Santander – sócia desde 1981;

ELOIR FERNANDO TIETZE, do Banrisul – sócio desde 1983;

REGINA MARIA SCHEEREN PERSCH, da Caixa Econômica Federal – sócia desde 1986.

 O coordenador da Secretaria de Imprensa, Divulgação e Mobilização e Apoio a Bancos Públicos, Marcos Dirceu Bugs, falou sobre a greve feita pela categoria e que durou 31 dias. Ele explicou como funcionam as negociações que são feitas pessoalmente em São Paulo. “Neste ano, foram sete rodadas de negociação até chegarmos a um entendimento, mesmo não sendo o inicialmente desejado como reajuste salarial. Em um mundo cada vez mais individualista, tentamos lutar pelo bem comum”, disse.

 Também usou a tribuna o coordenador da Secretaria de Saúde e Relação do Trabalho, Paulo Valmir de Souza. Ele lembrou fatos históricos do Brasil, como a Ditadura Militar, e frisou que nesta época cabia ao sindicato apenas papel assistencialista. De acordo com ele, hoje é diferente, porque os sindicatos são “instrumento de luta dos trabalhadores, independente do governo.” Souza conclamou os trabalhadores para resistir as mudanças nas relações de trabalho propostas pelo novo governo federal. “Proletários do mundo, uni-vos”, ressaltou, citando trecho do Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels.

 Marilane Mônica de Souza, coordenadora da Secretaria de Gênero e Diversidade, também compôs a Mesa Diretora da solenidade, mas não se pronunciou.

 No final da solenidade o vereador Enio Brizola entregou para Andrades Diehl Filho um quadro em homenagem ao sindicato (foto). “Nada se constrói sozinho, tudo é esforço coletivo. Os associados são essa força”, destacou o parlamentar, lembrando alguns engajamentos sociais da entidade, como no movimento pela implantação da Univales (Universidade Federal dos Vales).

 História

sindicato

 Com o objetivo de organizar e defender a categoria bancária, em meados de janeiro de 1937, um grupo de bancários comprometeu-se em empregar todos os esforços possíveis, no sentido de fundar um “syndicato”, nesta localidade, a fim de estreitar os laços de união da classe e de salvaguardar os próprios interesses.

Quatro anos depois, em 24 de outubro de 1941, os esforços da classe bancária foram reconhecidos, sendo emitida a carta sindical para o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Novo Hamburgo (SEEB NH). Em 1986, a base sindical foi ampliada para 11 cidades – Novo Hamburgo (sede), Araricá, Campo Bom, Dois Irmãos, Estância Velha, Ivoti, Lindolfo Collor, Morro Reuter, Presidente Lucena, Santa Maria do Herval e Sapiranga – aumentando a força de representação do Sindicato. Na atualidade (em dezembro de 2004), a entidade passou a representar também os trabalhadores de instituições financeiras, investimentos e sociedades de créditos, mudando a denominação para Sindicato dos Bancários e Financiários de Novo Hamburgo e Região (SBF NH).

Ao longo de seus 75 anos, o Sindicato dos Bancários e Financiários de Novo Hamburgo e Região (SBF NH) cruza a história de lutas do País. A atuação da entidade é voltada tanto para as questões específicas da categoria defendendo os interesses econômicos, sociais, profissionais, políticos e culturais dos bancários como também pela busca de uma sociedade melhor.

A Diretoria da entidade, recentemente reeleita, com 98,51%, é composta por 23 bancários de bancos privados e públicos. Representam cerca de 1.200 bancários de 11 municípios, dos quais mais de 70% são sócios da entidade.

O sindicato é filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e está organizado em âmbito estadual e nacional através da filiação à Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul (Fetrafi/RS) e à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT).

Com informações de Imprensa/CMNH

 

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