Santander economiza na promoção da saúde dos seus empregados

30 de agosto de 2017

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Apenas um mês depois de divulgar o maior lucro da sua história para um semestre (R$ 4,612 bilhões, crescimento de 33,2% em relação ao mesmo período de 2016), o Santander tomou medidas para economizar na conscientização e promoção da saúde dos seus trabalhadores, deixando de realizar a Semana Interna de Prevenção de Acidentes (Sipat) de forma presencial. O evento foi feito virtualmente entre 21 e 25 de agosto.

“É um absurdo o banco fazer Sipat apenas online. A sensação dos bancários é que a semana não ocorreu”, protesta a dirigente sindical e bancária do Santander Lucimara Malaquias. Ela destaca que até o ano passado, as Sipats proporcionavam uma série de palestras com profissionais de saúde – com os quais os funcionários podiam tirar dúvidas individualmente –, além de exames clínicos, como medição de pressão e índice glicêmico.

De acordo com a Norma Regulamentadora número 5 (NR 5), do Ministério do Trabalho, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho é um evento obrigatório em empresas que devem dispor de Comissão Interna de Prevenção de Acidente e tem o objetivo de conscientizar os empregados sobre a saúde e segurança no trabalho, além da prevenção de acidentes e doenças. Dentre as atividades estão palestras, treinamentos, avaliações médicas, atividades lúdicas, entre outras.

“É muito mais do que simplesmente ver uma palestra online, é uma experiência de interação, troca, sensibilização sobre a importância da promoção da saúde e segurança do trabalho. É inaceitável que o Santander economize com a saúde e segurança dos seus trabalhadores no país que apresenta o maior lucro de todo o grupo, respondendo por 26% do seu resultado mundial.”

Durante a Sipat são realizadas atividades envolvendo os empregados visando a conscientização e promoção da segurança e qualidade de vida do trabalhador, geralmente focando em um tema definido previamente. O evento deve ser organizado anualmente pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), em conjunto com o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt)

“Não basta só fazer a Sipat de forma virtual, só para dizer que fez, para cumprir a lei. Tem que fazer bem feito, com planejamento e participação dos trabalhadores e da Cipa, além de garantir a continuidade ao longo do ano”, enfatiza Lucimara, acrescentando que o Sindicato se disponibiliza a participar da Sipat e contribuir com ideias para sua construção.

Mais desrespeito

Esse não é o único desrespeito do Santander com relação à saúde dos seus trabalhadores. O Sindicato questionou o banco sobre a mudança unilateral do plano de saúde, sem qualquer diálogo e negociação, o que gerou muita insatisfação por parte dos funcionários. O Sindicato também tem recebido uma série de denúncias de bancários demitidos com exames médicos por terem desenvolvido doenças ocupacionais, e outros que foram dispensados logo após a realização do exame de retorno ao trabalho.

“É intolerável que um banco estrangeiro que ganha tanto dinheiro no Brasil cometa desrespeitos e descasos sistemáticos com a saúde dos seus trabalhadores, que muitas vezes acabam adoecendo de tanto trabalhar para atingir os lucros imensuráveis da instituição financeira”, afirma Lucimara.

FONTE: SPBancários

FOTO: reprodução / Marcio Baraldi

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Revista 2ª Via

Edição nº 294
Agosto/2017
  • Conferência: em meio aos ataques aos trabalhadores, bancários definem pauta da Campanha Nacional 2017 (páginas 06 e 07)
  • Editorial: a CLT já foi… E a aposentadoria? (página 02)
  • Bradesco: adesão ao PDVE tem que ser voluntária (página 03)
  • Reforma trabalhista: quadro compara legislação e destaca perdas para os trabalhadores (páginas 08, 09, 10 e 11)
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