Encontro Nacional destaca lutas em Defesa do Banrisul e pela manutenção de direitos

25 de julho de 2017

grande_3_1500736807

A grande participação registrada no 25º Encontro Nacional dos Banrisulenses reafirma a disposição de luta dos trabalhadores para enfrentar a conjuntura política e econômica adversa, com inserção efetiva na Campanha Nacional 2017. Além da defesa do Banco como instituição pública, os banrisulenses terão o desafio de manter seu papel de vanguarda pela manutenção do emprego e ampliar as conquistas específicas.

A abertura do evento, realizado no último sábado (22), na sede da Fetrafi-RS, em Porto Alegre, pautou temas que hoje preocupam e atingem toda a classe trabalhadora, como as reformas Trabalhista (já aprovada) e da Previdência, ainda em tramitação. A mesa inicial do Encontro foi coordenada pelos diretores da Fetrafi-RS, Denise Corrêa e Carlos Augusto Rocha e também teve manifestações do diretor da Contraf/CUT, Mauro Salles Machado; do presidente do SindBancários, Everton Gimenis e do presidente da CUT/RS, Claudir Nespolo.

Organização da Resistência

Os dirigentes sindicais da Fetrafi-RS salientam, que embora a classe trabalhadora em geral esteja sofrendo severos ataques, através das reformas e dos reflexos negativos da crise política sobre a economia, o momento é de organização, definição de estratégias e mobilização. “O risco iminente de privatização coloca os trabalhadores do Banrisul numa situação de dúvida constante quanto ao futuro e representa uma grande ameaça para o desenvolvimento do Estado, tão enfraquecido e empobrecido pelas políticas neoliberais do Governo Sartori. A nossa organização para o período da Campanha Salarial deve focar a defesa do Banco e também não aceitaremos a retirada de direitos”, enfatizam os dirigentes.

Para o movimento sindical bancário a luta pelo emprego, contra as reformas e pelas pautas específicas nos bancos públicos vai exigir unidade da categoria e a necessidade de organização de uma ampla resistência coletiva.

Já o presidente da CUT/RS, Claudir Nespolo, observou que muitos trabalhadores ainda não têm ideia da dimensão da Reforma Trabalhista e seus efeitos nocivos para o conjunto da classe trabalhadora. “O povo só vai compreender a reforma de verdade quando sentir no bolso. Ela vem para atacar direitos fundamentais e os ataques continuam em curso. Precisamos identificar nossos inimigos para enfrentar a agenda imposta aos trabalhadores com boas estratégias”, afirma o presidente da CUT.

 

FONTE: Comunicação/Fetrafi-RS

FOTO: reprodução / Fetrafi-RS

 

Localização

Rua João Antônio da Silveira, 885, Centro, Novo Hamburgo

Revista 2ª Via

Edição nº 294
Agosto/2017
  • Conferência: em meio aos ataques aos trabalhadores, bancários definem pauta da Campanha Nacional 2017 (páginas 06 e 07)
  • Editorial: a CLT já foi… E a aposentadoria? (página 02)
  • Bradesco: adesão ao PDVE tem que ser voluntária (página 03)
  • Reforma trabalhista: quadro compara legislação e destaca perdas para os trabalhadores (páginas 08, 09, 10 e 11)
Ver essa edição Ver edições antigas

Parceiros:

Direitos reservados - Sindicato dos Bancários e Financiários de Novo Hamburgo e Região